Verifique as condições de segurança da sua casa, antes de deixar o seu filho sozinho.
Telefones Afixe os números de telefone importantes ou memorize-os no aparelho. Tenha sempre activo (se possível) um serviço de atendimento de mensagens. De preferência utilize um telefone que identifique o número de quem lhe está a telefonar. Caso não disponha destes equipamentos, explique ao seu filho que quando atender o telefone nunca diga que está sozinho em casa.
Protecção Equipe a sua casa com janelas, portas e fechaduras sólidas. Guarde os fósforos, isqueiros, medicamentos e outras substâncias tóxicas em locais seguros. Assegure-se que todos estes artigos estão bem rotulados e que se encontram acondicionados na embalagem de origem. Conserve em lugar seguro as bebidas alcoólicas. Regule a temperatura do esquentador ou o termoacumulador (cilindro eléctrico) para reduzir o risco de queimaduras. Deposite as armas e munições em locais separados e fechados à chave. Se possível, tenha activas luzes de presença para que o seu filho nunca regresse a uma casa às escuras.
Segurança contra incêndio Efectue manutenções regulares aos equipamentos eléctricos e não sobrecarregue as tomadas. Adquira um extintor e instale detectores de fumo (peça conselhos aos bombeiros da sua área de residência).
Primeiros Socorros
Prepare em conjunto com o seu filho uma caixa de primeiros socorros, explicando-lhe qual a finalidade de cada artigo.
Esta caixa deve incluir: Desinfectante líquido. Uma solução dérmica para lavagem da pele (espuma). Pensos, compressas e ligaduras de diferentes tamanhos. Compressas vaselinadas para queimaduras. Adesivo. Tesoura de corte de roupa. Creme hidratante.
Cortes de energia Tenha sempre disponível duas lanternas com pilhas suplementares. Deve ter ainda alguns equipamentos que funcionem a pilhas (rádio, relógio e outros)
Mudar de casa representa uma grande alteração na vida de uma família. Pode significar um momento de alegria, mas também originar alguma ansiedade. Neste período é fundamental a comunicação com as crianças, sobre os aspectos relacionados com a nova casa e vizinhança.
De forma a facilitar a inserção numa nova comunidade, sugerimos que siga as seguintes regras:
Confirme se a criança sabe o seu nome completo, morada e telefone. Ensine-lhe a localização da nova escola.
Se a criança tiver que apanhar um autocarro para ir para a escola, faça esse percurso com ela e ensine-a a memorizar o número da carreira. Lembre-a que deve ficar sempre junto das outras crianças.
Procure conhecer os seus vizinhos e apresente-os às crianças. Pode ser uma forma dos seus filhos fazerem amizades, proporcionando uma mais rápida integração na comunidade.
Elabore uma lista com os telefones de emergência e afixe-a junto ao telefone. Se tiver mudado de número, certifique-se que as crianças já o memorizaram.
Assegure-se que há outros adultos de confiança, a quem a criança possa recorrer em situação de emergência.
Percorra o bairro com as crianças e ensine-lhes o nome das ruas principais com pontos de referência, que lhes facilitem a memorização. Identifique os percursos principais e os locais onde podem obter ajuda, caso necessitem.
Converse com os seus filhos sobre as regras de segurança a seguir quando estão sozinhos em casa. Não esqueça a recomendação de manter as portas e janelas fechadas.
Avise as crianças para nunca darem informações pessoais por telefone. Se possível instale um sistema de atendimento de mensagens.
Crie um espaço de confiança com os seus filhos, de modo a que eles percebam que está sempre disponível para os ajudar ou para esclarecer qualquer dúvida que possam ter.
> Teste estas regras com as crianças de forma a compreender se foram interiorizadas.
Conheça os horários escolares do seu filho, bem como de todas as actividades extra-curriculares.
Ajude-o a definir o melhor percurso de ida e volta para a escola, evitando locais descampados.
Aconselhe-o a ir para a escola com um colega ou amigo, que more na vizinhança.
Combine com o seu filho fazer um telefonema logo que chegue a casa. Saiba o nome e o contacto dos colegas do seu filho.
Conheça os locais onde ele costuma brincar e quais são os “pontos de interesse” que, no percurso casa / escola, lhe possam desviar a atenção (lojas, parques ou outros locais).
Quando for buscar o seu filho à escola não altere o percurso utilizado habitualmente.
Não o deixe transportar muito dinheiro ou objectos de valor (telemóveis, leitores de mp3, consolas de jogos ou outros).
Converse frequentemente com o seu filho, no sentido de identificar possíveis problemas e reforçar a importância do cumprimento das seguintes regras:
- Não aceitar boleias de desconhecidos;
- Não exibir dinheiro ou objectos de valor;
- Não aceitar guloseimas, dinheiro ou quaisquer outras ofertas de estranhos;
- Não alterar o percurso casa / escola;
- Não brincar em zonas descampadas ou com pouco movimento
e, sempre que possível, deslocar-se em grupo;
- Informar os pais sobre qualquer contacto ou acontecimento estranho;
- Em caso de necessidade, pedir de imediato ajuda.
Viver em família pode ser uma grande aventura, cheia de peripécias e momentos agradáveis, mas também pode ter as suas provações, obstáculos e dificuldades. Pois bem, o jogo da Caça do Tesouro das Famílias é um Programa de Treino de Competências Familiares que se propõe a, de uma forma dinâmica, esclarecer-nos sobre como é que podemos ajudar as nossas crianças a crescerem ainda mais fortes e sobre como é que nós, enquanto pais, nos podemos tornar ainda melhores.
A 1ª sessão do Jogo do Tesouro das Famílias terá lugar no dia 11 de Março, pelas 18:30 na Junta de Freguesia do Poçeirão e servirá, sobretudo, para dar a conhecer o funcionamento do Jogo e negociar com os participantes as suas disponibilidades.
Todos queremos o melhor para as nossas famílias e esse é o maior tesouro de todos!
"Ser criança
É ser herói
É ser artista
É ser protagonista
É ser pintor, poeta e escritor
É ser índio e cowboy
Ser criança é ser o sonho, o futuro e a esperança
Ser criança é aventura, é desafio
É ser conquistador
É rir e brincar
É inventar novas formas de ser criança
Há quem não possa ser criança
Não conheça um palhaço, um balão,
Viva sem sentir o gosto da fantasia
Conheça a fome e o frio
Crianças de vida vazia
Há quem não tenha sequer um lápis, um papel,
O direito a viver, a brincar, a crescer e aprender
Sinta o terror e opressão
Essas vivem sem amor nem ilusão
Conhecem a injustiça, a violência e exclusão,
Não sabem que SER CRIANÇA é ter magia
É ser no presente, a promessa do futuro
De um mundo mais justo, mais humano e tolerante
A criança não sabe, mas confia…
A criança não conhece fronteiras
Não vislumbra o amanhã
Não sabe o que são direitos nem defende teorias
A criança só deseja ser amada. "
Às vezes queixamo-nos de que as famílias não se falam. Não é que o pai e a mãe, os pais e os filhos, os irmãos não falem entre si. O que se passa é que parece que não há tempo para se sentarem e discutirem, com calma, os temas que interessam a todos.
É necessário, hoje como sempre, aprender a difícil arte do diálogo. A primeira lição é fácil de compreender, mas difícil de praticar: para poder começar um verdadeiro diálogo faz falta abrir um bom espaço no próprio tempo para, simplesmente, ficar a ouvir. Sim: escutar é a primeira condição para poder começar um diálogo, pois permite-nos aceder à intimidade, aos interesses, às dores e cansaços do outro. Ao mesmo tempo, dispor o nosso coração para o acolher. Dialogar não é sempre dar. Muitas vezes, possivelmente a maioria, será receber, aceitar, talvez aguentar, mas tudo com um carinho especial: alguém abre o seu coração, a sua vida, as suas angústias e as suas esperanças. Interessa-me o que diz porque me interessa o que é, o que sonha, o que ama.
Encontrar tempo para ouvir significa deixar de lado outras coisas que nos interessam muito, mas que não são tão importantes. Muitas vezes queixamo-nos da falta de tempo. E, entretanto, poucos homens e poucas culturas gozaram e gozam do tempo livre que o mundo moderno pôs à disposição de muitos (embora, infelizmente, não de todos). O que se passa é que esse tempo livre ficou cheio de mil coisas que nos impacientam, nos curvam, nos esmagam. Convém, de vez em quando, renunciar, deixar, apagar, deter o frenesim habitual. Sentar-se com a esposa ou o marido, chamar os filhos (que também vivem freneticamente entre o desporto, os estudos, os amigos e a televisão, se é que não têm também o vício dos “videojogos”) e criar um clima para a escuta. O que se deixa de lado será sempre menos importante do que o amor entre o casal e o amor entre pais e filhos. Mesmo que se trate de não ver, nalgum dia, um jogo da minha equipa favorita…
Se o tempo é uma condição elementar para que se dê um diálogo na família, a segunda condição resulta igualmente básica, mas um pouco mais difícil. Conversar significa que há alguém que me diz algo, ou que falo com alguém que me escuta. “Elementar, descobriu a América…!” poderá alguém dizer. Mas não é tão fácil ter “algo que dizer”, achar isso novo, interessante, humano, enriquecedor, que nos leve a ter uma vontade enorme de falar, de gritar, de comunicar o que descobrimos ou outro me ensinou.
Muitos silêncios em família nascem da triste realidade do “não sei o que dizer aos meus”. Isto pode ter duas causas: ou os meus não se interessam por nada de mim (e então já não são tão “meus”); ou eu penso que sou tão pobre humanamente que não posso dizer nada novo.
Basta abrir um pouco os olhos perante o mistério da vida para descobrir que há muito, muitíssimo que dizer. Hoje será o marido e pai que conta uma aventura no seu trabalho, e como descobriu que um amigo, tido por todos como trapaceiro, mostrou ter uma honestidade exemplar. Amanhã será a esposa e mãe que também terá descoberto algo no trabalho ou nas tarefas domésticas, ou que terá ouvido um programa interessante na rádio. Não são poucas as famílias nas quais os pais contam aos filhos um filme que acabam de ver, ou uma viagem interessante que fizeram quando eram jovens, ou a história do avô ou da avó, esses velhos que também têm muito que dizer no mundo familiar. E os pequenos, e os não tão pequenos, poderão também enriquecer os outros com as aventuras da escola, ou um acidente no jogo, ou o encontro pela rua com um misterioso senhor de barbas largas que anda todos os dias com um carrinho ruidoso por entre as pombas da praça maior…
Cada homem e cada mulher têm a sua “pequena história” e a sua “pequena ciência”, encerram um livro de experiências e de conselhos que podem servir para todos. Também os jovens podem deixar perplexos os seus pais quando expõem reflexões que dão muito que pensar pelo radicalismo e o desejo de justiça que são próprios de quem começa a aparecer no mundo dos adultos (muitas vezes já acomodados nas nossas preguiças ou covardias). Mas nem por isso deixarão esses mesmos jovens de sentir a necessidade de uma palavra de conselho na hora de escolher uma carreira, de optar por um trabalho, de começar a sair com um rapaz ou uma rapariga que possivelmente amanhã poderá ser o seu marido ou a sua esposa para sempre…
Aprender a dialogar em família é algo acessível a todos. Basta apagar, de vez em quando, o interruptor geral da electricidade da casa e reunir a “toda a tribo” no quarto maior para, simplesmente, ouvir e falar. Assim se economizará algo na conta de luz. Mas, sobretudo, se ganhará muito na conta do amor familiar. E esse não tem preço no mercado.